terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Manutenção dos Patins
As rodas, quando limpas, aderem mais facilmente ao piso. Os rolamentos livres de impurezas permitem um deslizar suave, sem esforço. Os chassis, quando afinados, oferecem um patinar ágil e veloz. As botas limpas fazem o atleta brilhar!
Para que estejam sempre no seu melhor deves limpar os teus patins uma vez por mês. Mas atenção, nunca o faças na véspera de uma prova. Depois de limpos precisas sempre de um breve período de adaptação.
De seguida explicamos-te como deves cuidar dos teus patins:
· Começa por retirar as rodas dos patins. De seguida separa também os rolamentos das rodas. Na secção encontras uma máquina própria para o efeito.
· Deves lavar as rodas com água e detergente. Com um esfregão macio retira toda a sujidade que se possa ter acumulado nas rodas. Depois de limpas seca-as muito bem.
· Para a limpeza e lubrificação dos rolamentos podes adquirir um produto próprio junto do vendedor de patins. Também podes utilizar gasóleo (mais fácil e económico): coloca os rolamentos num pequeno recipiente cobertos com o gasóleo durante 15 minutos. De seguida limpa todas as impurezas com papel absorvente. É também muito importante que retires todo o excesso de gasóleo. Durante esta operação se encontrares rolamentos que não rodam ou que mostram ter muito atrito então está na hora de os substituíres.
· Os chassis costumam acumular muito pó. Com um pano seco limpa todos os recantos.
· Com um pano húmido limpa bem as botas. De seguida deves aplicar graxa, principalmente se houver zonas desgastadas. Não esqueças os atacadores e as palmilhas que podes lavar com água e detergente.
· Agora falta apenas voltar a montar o patim com cuidado para que fique tudo no sítio correcto!
Os teus patins são o teu melhor aliado na prática da modalidade de Patinagem Artística.
Cuida bem deles e eles vão retribuir-te o esforço e dedicação.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Alimentação do Desportista
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A alimentação pode influenciar positiva ou negativamente o rendimento de um atleta, devendo consequentemente ser orientada no sentido de não só melhorar a sua capacidade desportiva, mas também de proporcionar uma boa saúde a longo prazo.
Ao ser elaborada um tipo de alimentação para o desportista, deve-se ter em conta vários factores como, o tipo de desporto, idade, sexo, raça, clima, temperatura, altitude, condições sócio-económicas, factores individuais, etc., o que leva a afirmar que não deve haver uma dieta do desportista em abstracto ou mesmo de determinado desporto, mas sim uma dieta, que deverá sempre que possível, ser individualizada e adaptada a cada situação.
Os princípios base para uma correcta alimentação do desportista, assentam por um lado, na satisfação diária das necessidades energéticas e plásticas, através de um adequado fornecimento em hidratos de carbono (energia), gorduras, proteínas, água, minerais e vitaminas e por outro, num correcto enquadramento destes alimentos em: ração de treino, ração de competição e ração de recuperação.
Ração calórica
Deverá ser calculada em função das necessidades energéticas, determinadas segundo, o metabolismo basal, o trabalho muscular, a regulação térmica, o crescimento ( infância e adolescência ) e acção dinâmica especifica dos alimentos ( energia gasta com a digestão e absorção dos próprios alimentos ).
Deverá ser constituída por 55% de hidratos de carbono ( arroz, massa, pão, batata, açúcar, bolos, etc. ), 30% de gorduras e 15 % de proteínas.
Água
Uma boa hidratação é fundamental no desportista não só porque o rendimento de um atleta diminui com o aumento da desidratação mas também porque certas lesões desportivas ( roturas musculares e tendinoses ) são mais frequentes quando há desidratação.
O ideal será que o atleta nunca sinta sede, para o que será necessário ir administrando pequenas quantidades de água, quer na fase pré-competitiva, quer durante a competição.
Vitaminas e Minerais
As necessidades em vitaminas e minerais estão aumentadas no desportista, especialmente no que se refere às vitaminas B1, B6, B12, e C, também chamadas vitaminas tónico-desportivas ou vitaminas do desportista.
Ração de treino
Corresponde à alimentação de base do atleta, devendo a ração calórica, proteínas, hidratos de carbono e gorduras serem administradas nas proporções atrás referidas.
A confecção dos alimentos deverá ser de modo a facilitar a sua digestão ( dar preferência a cozidos e grelhados ) assim como a promover um bom aproveitamento dos seus nutrientes. O atleta deverá fazer 5 a 6 refeições por dia : pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, merenda, jantar e eventualmente ceia.
http://www.alternet.pt/olympica/tele-olympica/alimentacao.html
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Para ser grande, sê inteiro
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
terça-feira, 13 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Testes Distritais
O C. F. Sassoeiros também vai estar representado com atletas que vão tentar ( e conseguir, certamente!) atingir um nível superior na "escala" da Patinagem Artística.
Assim temos:
Joana Ramos para a Prova de Iniciação B
Cláudia Silva para o Certificado de Aptidão
BOA SORTE!!!
terça-feira, 9 de outubro de 2007
XXIV Seixalíadas - 2007
O C.F. Sassoeiros vai ser representado por 15 atletas, divididos pelas seguintes equipas:
Equipa A:
- Patrícia Kinnen (Iniciação)
- Inês Reis (Infantil)
- Cláudia Silva (Iniciada)
- Beatriz Flórido (Iniciada)
- Inês Carrasco (Iniciada)
Equipa B:
- Diogo Leitão (Iniciação)
- Carolina Castro (Iniciação)
- Filipa Godinho (Infantil)
- Elisa Soares (Iniciada)
- Filipe Kinnen (Cadete)
Equipa C:
- Maria Soares (Infantil)
- Bernardo Flórido (Infantil)
- Catarina Amaro (Infantil)
- Filipa Freire (Iniciada)
- Selma Guimarães (Iniciada)
** Destaque também para a Catarina Fonseca e a Joana Ramos que são as atletas suplentes.
- Cadetes
- Juvenis
- Iniciação
- Infantis
- Iniciados
- Juniores
- Seniores
---- Cerimónia de Encerramento / Entrega de Prémios ----
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Fica aqui apresentado o programa de provas deste evento:
4ª Feira (03.10.07)
15h40 – 17h25 Prog. Curto – Cadetes Femininos
17h30 – 18h05 Prog. Curto – Cadetes Masculinos
18h10 – 19h10 Prog. Curto – Juvenis Femininos
19h15 – 19h50 Prog. Curto – Juvenis Masculinos
19h55 – 22h20 Prog. Livre – Iniciados Femininos e Masculinos
5ª Feira (04.10.07)
13h30 – 15h10 Prog. Livre Infantis Fem. e Masc.
15h15 – 15h25 Prog. Curto Pares Artísticos (todos os escalões)
15h25 – 15h40 Prog. Curto In Line Masc.
15h45 – 17h45 Prog. Longo Cadetes Fem.
18h00 – 19h00 Cerimónia de Abertura
19h05 – 19h50 Prog. Longo Cadetes Masc.
19h55 – 20h45 Prog. Longo Juvenis Masc.
20h45 – 22h00 Prog. Longo Juvenis Fem
6ª Feira (05.10.07)
14h15 – 15h45 Solo Danse Cadetes: Danças Obrigatórias
15h50 – 17h35 Solo Danse Juvenis: Danças Obrigatórias
17h40 – 19h00 Solo Danse Juniores: Danças Obrigatórias
19h05 – 19h15 Prog. Longo Pares Artísticos (todos os escalões)
19h20 – 20h50 Solo Danse Iniciados: Danças Obrigatórias20h50 – 22h20 Solo Danse Seniores: Danças Obrigatórias
Sábado (06.10.07)
14h00 – 14h50 Solo Danse Infantis: Danças Obrigatórias
14h55 – 16h15 Solo Danse Cadetes: Dança de Criação
16h20 – 17h35 Prog. Longo In Line Fem. e Masc.
17h40 – 19h10 Solo Danse Juvenis: Dança de Criação
19h15 – 20h20 Solo Danse Juniores: Dança Livre
20h25 – 21h45 Solo Danse Seniores: Dança Livre
Se puder, não deixe de assistir a este evento onde no nosso país também estará representado.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Elementos Técnicos
Assim, temos por ordem:
1 - Provas de Promoção
- Nível Preliminar
- Promoção Nível I
- Promoção Nível II
- Promoção Nível III
2 - Provas de Iniciação
- Prova de Iniciação A
> Fig. Obrigatórias
> Pat. Livre
> Solo Dance
- Prova de Iniciação B
> Fig. Obrigatórias
> Pat. Livre
> Solo Dance
- Certificado de Aptidão
> Fig. Obrigatórias
> Pat. Livre
> Solo Dance
Nota: As Provas de Iniciação são igualmente aplicáveis aos Pares de Dança.
As Provas de Promoção são realizadas de acordo com as necessidades de cada clube, mediante aprovação da Associação. As Provas de Iniciação realizam-se de acordo com o calendário estabelecido pela Associação.
Apenas os atletas com o Certificado de Aptidão podem entrar nos Campeonatos Distritais e, consequentemente, nos Nacionais.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Saltos e Piões
Desta forma, espero facilitar o acompanhamento de todos os nossos atletas por parte dos pais, familiares e amigos.
Para ajudar a perceber os rodados efectuados pelos patins: ao pressionar a parte do pé normalmente designada como "parte de dentro" é delineado o rodado interior; ao pressionar a "parte de fora" do pé, é delineado o rodado exterior. Consoante o movimento das rodas, esse mesmo rodado pode ser para a frente ou para trás.
SALTOS
Salto de valsa:
- salto de meia volta
- entrada efectuada para a frente com a perna esquerda no chão
- saída na perna direita
(após o domínio inicial deste salto, normalmente é efectuado em grupos de 3)
Toe-loop:
- salto de uma volta
- entrada efectuada para trás
- entrada picada com travão do patim esquerdo
- saída na perna direita
Salchow:
- salto de uma volta
- entrada efectuada para trás
- entrada pode ser efectuada com ou sem travão do patim esquerdo
- saída na perna direita
Flip:
- salto de uma volta
- entrada efectuada para trás
- entrada picada com travão do patim direito
- saída na perna direita
Lutz:
- salto de uma volta
- entrada para trás em curva exterior com perna esquerda no chão
- entrada picada com travão do patim direito
- saída na perna direita
Ritteberger:
- salto de uma volta
- entrada efectuada para trás
- entrada pode ser efectuada com ou sem travão do patim direito
- saída na perna direita
Axel:
- salto com uma volta e meia
- entrada para a frente com perna esquerda no chão
- saída na perna direita (também pode ter saída na perna esquerda, mas não é prática comum)
Para os saltos duplos e triplos deverão ser adicionadas uma ou duas voltas adicionais, respectivamente.
PIÕES
Pião interior trás em cima:
- pião na posição vertical
- perna esquerda no chão e perna direita em cima dobrada como na figura 'quatro'
- rodado interior trás
- saída na perna direita em rodado exterior trás
Nota: Pode ser efectuado com entrada (Pião com entrada) ou da posição de parado.
Pião exterior frente / Laço:
- pião na posição vertical
- perna esquerda no chão e direita esticada para o lado
- rodado exterior frente
- saída na perna direita em rodado exterior trás
Pião em baixo:
- pião na posição de carrinho com 1 pé
- saída na perna direita em rodado exterior trás
Nota: Pode ser efectuado em rodado interior trás (com perna esquerda no chão, ou rodado exterior trás com perna esquerda no chão)
Pião exterior trás:
- pião na posição vertical
- perna direita no chão e perna esquerda esticada/enrolada à frente
- rodado exterior trás
- saída na perna direita em rodado exterior trás
Pião em avião:
- pião na posição de avião
- saída na perna direita em rodado exterior
Nota: Pode ser efectuado com ambas as pernas, em vários rodados (ext. trás; ext. frente; int. trás) e com várias variantes (Broken Ankle, Calcanhar, Invertido).
Espero ter sido correcta e clara. Seja como for, acho que esta informação já vai poder dar uma ajuda a todos os pais que não sabem o que responder quando o filho chega a casa e diz: "Mãe!!!Hoje consegui fazer o pião com entrada!!!".
domingo, 26 de agosto de 2007
Tipos de pais dos atletas
Desafio todos os pais que vierem visitar este blog a descobrir se estão inseridos em algum destes "tipos" e, talvez, a melhor forma de lidar com o assunto.
Não pretendo atingir ninguém e se existir por aí um texto sobre os "tipos" de treinadores, serei a primeira a postá-lo aqui =)
«No manual “A comunicação do treinador com os pais dos atletas” de Frank Smoll, com tradução de Jorge Adelino e edição do CEFD são caracterizados cinco (5) tipos de pais, tendo em conta a sua forma de estar perante o treino dos seus filhos. Vejamos cada um destes tipos:
Pais desinteressados
Características principais - aquilo que distingue este tipo de pais é a sua ausência permanente das actividades desportivas dos seus filhos.
Pais supercríticos
Características principais – estão sempre a censurar e a ralhar com o filho, parecendo nunca estar satisfeitos com o comportamento desportivo do jovem. Dão a impressão que é mais “o seu jogo”, “a sua prova” ou “o seu treino” do que o do filho.
Pais que gritam durante as competições
Características principais – trata-se de um tipo de pais com grandes pulmões e com cordas vocais de aço!! Este pai ou esta mãe senta-se (quando não fica de pé…) mesmo por detrás dos membros da equipa ou do grupo, grita colérico e enraivecido contra tudo e contra todos, não deixando que se oiça mais ninguém naquela zona, incluindo o treinador.
Pais “treinadores de bancada”
Características principais – é muito frequente encontrar este tipo de pais junto ao "banco", na bancada ou à volta do local da prova, "dando instruções" aos praticantes. Este comportamento pode contrariar as indicações dadas pelo próprio treinador e perturbar o funcionamento do grupo.
Pais superprotectores
Tendo por base o mesmo livro, vejamos as formas como cada um de nós treinadores poderá intervir em cada caso, de forma a potenciar ao máximo a relação com estes.
O que deve ser feito
Numa conversa “ocasional” com o jovem, poderá perguntar-lhe se ele pensa que os pais gostariam de vir ao próximo jogo. Se a resposta dada for do género “os meus paiss não se interessam se eu faço ou não desporto”, o treinador deverá procurar falar com estes pais e explicar-lhes que não só o filho deles como os restantes membros da equipa apreciam todo o tipo de apoio que eles possam prestar. Uma hipótese a considerar para tentar resolver esta situação é a formulação de um convite pessoal para uma competição que se venha a realizar proximamente.
2- Pais supercríticos
O que deve ser feito
Explicar as razões pelas quais a crítica constante provoca pressão e distúrbios emocionais no jovem, que por sua vez estorvam a actividade e retardam a sua evolução. Deve dizer-se aos pais os motivos que levam o treinador a optar por uma comunicação positiva, no sentido de influenciar o comportamento do atleta e a forma como eles também a podem e devem utilizar.
3- Pais que gritam durante as competições
O que deve ser feito:
Não entrar em discussão com a pessoa. Durante uma das pausas da competição (no intervalo ou entre duas provas), com muito bons modos, com calma e muito tacto, tentar fazer ver a essa pessoa que aquele tipo de comportamento é um mau exemplo para os jovens. Pode, inclusivamente, solicitar o apoio de outros pais, que poderão intervir junto daqueles que gritam durante as competições.
Em certos casos, pode-se também pedir que essa pessoa venha a colaborar com a equipa, desempenhando uma determinada tarefa (fazendo a “estatística” do jogo, tratando do equipamento, etc.). Assim, poder-se-á criar um maior sentido de responsabilidade e auxiliar este pai a estar mais “sossegado”. Medidas mais drásticas, só em casos extremos.
4- Pais “treinadores de bancada”
O que deve ser feito:
Mais uma vez é aconselhável não entrar em confronto directo com as pessoas. No intervalo, ou no fim do jogo, deverá ser-lhes dito a enorme confusão que é, para um jogador, ouvir ao mesmo tempo, de duas pessoas diferentes, referencias àquilo que ele deve fazer. Poderá ser igualmente dito que é preciso escolher entre ser treinador a tempo inteiro ou espectador a tempo inteiro.
5- Pais superprotectores
O que dever ser feito:
Deve-se procurar eliminar o receio de que a actividade desportiva pode ser prejudicial, assegurando aos pais que os benefícios são muitos e que se trata de uma actividade praticamente sem perigos.
Convém explicar-lhes as regras, o equipamento e os cuidados postos na protecção do jovem e assinalar os contributos positivos prestados pelo treino, pela actividade desenvolvida e pela própria participação nos quadros competitivos.»
Boa preparação para o recomeço da época!!

